sábado, 19 de setembro de 2015

OPINIÃO | A Rapariga Que Roubava Livros - Markus Zusak


Título Original: The Book Thief
Número de Páginas: 463
Ano de Publicação desta edição: 2008
Editora: 
Editorial Presença
Preço Editora: €22
,21

Sinopse: Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

Opinião: Continuo sem palavras, foi tão incrível, tão bom.
Confesso que as primeiras páginas custaram um bocadinho mas depressa entrei no ritmo e não consegui parar. A Rapariga Que Roubava Livros é daqueles livros que custa pôr de lado, li as últimas páginas muito devagar, não queria chegar ao fim, queria que não terminasse.
Começo por falar da capa tão bem ilustrada e representativa de toda a história.
O livro está dividido em dez partes e cada parte está ainda dividida em pequenos capítulos. Adorei a narração da Morte, foi um dos aspectos que mais gostei no livro. Ainda que seja uma história triste, o livro está cheio de palavras e frases tão bonitas que nos levam a reflectir e a não querer parar de ler.
Não é apenas mais um livro cujo o enredo se passa durante a segunda guerra mundial, é um livro muito especial, diferente de todos os que já li enquadrados nesta temática.
Li a versão inglesa por isso vou utilizar algumas expressões em inglês que encontrei no livro.
A personagem principal é Liesel Meminger, "the Book Thief", uma rapariga (adoptada por Rosa e Hans Hubermann) que descobre o poder das palavras através dos livros. É também nos livros que encontra refúgio para as amarguras e dificuldades da vida.
O melhor amigo de Liesel chama-se Rudy Steiner, também conhecido como o rapaz com "hair the colour of lemons", está apaixonado por Liesel e tenta constantemente "arrancar-lhe" um beijo. Rudy é uma personagem fascinante, uma das minhas preferidas.
Ao longo da história a Morte vai desvendando o destino de algumas personagens, sabemos quem vai morrer, sabemos quantas vezes a Morte visita Liesel, embora só mais tarde se perceba como tudo se passou.
Esta é uma história triste e encantadora sobre a amizade, a guerra e a infância, com personagens reais e fascinantes e que nos deixa com o coração nas mãos e completamente despedaçado.
Foi perfeito!

Classificação: 5/5


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